Cólica em Bebês: Conheça as principais causas

Cólica em Bebês: Conheça as principais causas

Um dos grandes pesadelos das famílias nas primeiras semanas de vida do recém-nascido é a temida cólica em bebês, que também está associada a desconforto abdominal e a gases. Porém, da mesma forma repentina que chega, esse problema desaparece com o desenvolvimento.

Por isso, no post de hoje vamos entender o que é a cólica do bebê, quais são as suas possíveis origens e explicar algumas formas de como evitá-la ou minimizá-la.

O que são as dores abdominais?

Antes de falarmos sobre a cólica do bebê, é importante entendermos o que são as dores abdominais.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a dor abdominal é uma das queixas mais comuns no atendimento pediátrico, seja na emergência ou no acompanhamento ambulatorial.

Além disso, a maior parte das dores abdominais nas crianças são funcionais e se referem a processos benignos. Porém, apesar de não ser comum, é possível que estejam relacionadas a problemas agudos que colocam em risco a vida da criança ou a doenças crônicas que podem ter graves complicações.

Afinal, o que é cólica do bebê?

A SBP explica que a definição de cólica do lactente leva em consideração a ocorrência de choro inconsolável e/ou inquietação e/ou irritabilidade por, pelo menos, três horas, em três dias da semana e com duração superior a três semanas. Ou seja, é a chamada “regra dos 3“.

No geral, esse desconforto desaparece antes dos quatro meses de vida.

Quais são os principais sinais?

A SBP explica que a principal manifestação da cólica do lactente é o choro inconsolável. No entanto, é importante destacar que o choro faz parte do desenvolvimento neurológico e comportamental da criança e pode ser ocasionado por outros fatores, tais como:

  • Frio;
  • Calor;
  • Fome;
  • Fraldas que necessitam de troca.

Quando o choro não desaparece após as outras causas serem descartadas, é possível que seja cólica do lactente (bebê).

Assim, se a criança para de chorar após receber alimentos ou tem as fraldas trocadas, é sinal de que não era cólica a causa de sua reação. Porém, é importante ter em atenção: nem todo choro inconsolável é cólica do bebê. Por isso, é fundamental sempre o acompanhamento com o pediatra.

Como é o choro de cólica do bebê?

De acordo com o MSD Manuals, o choro relacionado com essa dor abdominal pode apresentar algumas características específicas, que são:

  • É alto, penetrante e constante;
  • Não tem causa identificável;
  • Ocorre, aproximadamente, na mesma hora do dia ou da noite;
  • Continua por horas sem razão aparente;
  • É separado por intervalos nos quais o bebê age normalmente.

O que causa a cólica nos bebês?

Até o momento, não se conhece com a exatidão as causas da cólica. Porém, acredita-se que algumas variáveis podem influenciar no seu aparecimento:

  • imaturidade do sistema nervoso central;
  • intolerância à lactose;
  • anormalidades em hormônios gastrintestinais;
  • alteração da motilidade e na colonização do intestino.

Porém, o seu desaparecimento espontâneo sugere que esse tipo de desconforto pode sofrer grande influência do desenvolvimento do tubo digestivo ao longo dos primeiros meses de vida (fonte: SBP).

A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) pode ser causa de cólica?

Uma outra dúvida muito comum das famílias é se uma das causas da cólica pode ser associada a APLV – alergia à proteína do leite de vaca.

Em alguns casos menos comuns o lactente pode ter cólica ocasionada por alergia à proteína do leite de vaca (APLV), e geralmente demonstram outros sinais, conforme pontua a SBP.

Nestas situações mais raras, esses bebês melhoram quando a mãe que amamenta deixa de consumir alimentos com proteínas do leite de vaca (tais como leite, derivados do leite e alimentos preparados com leite). Porém, é fundamental que essa conduta seja orientada pelo seu pediatra ou gastropediatra para que seja feita de forma correta e com acompanhamento adequado.

Como evitar este desconforto na criança?

De acordo com o Portal Alô Mãe da Prefeitura de São Paulo, algumas ações podem amenizar a dor:

  • Um ambiente tranquilo e uma música suave ajudam a relaxar mãe e filho;
  • Um banho morno também ajuda a descontrair;
  • Movimentos nas pernas do bebê, como “pedalar no ar” podem auxiliar a eliminar o excesso de gases;
  • Massagem na barriguinha do bebê, sempre no sentido horário, mobiliza os gases;
  • Compressas mornas na barriguinha com toalhas felpudas passadas a ferro têm efeito analgésico (teste antes a temperatura da toalha em sua própria face).

A dieta materna influencia?

A alimentação materna como possível causa da cólica ainda é um tema muito controverso. A Santa Casa de Alfenas explica que esse desconforto pode ocorrer tanto em bebês amamentados no seio quanto naqueles amamentados com outros leites (conhecidos como fórmulas).

Entretanto, existe a possibilidade de alguns alimentos (tais como leite de vaca, soja, trigo, nozes) passarem para o leite materno e provocarem cólicas. Isso não significa obrigatoriamente alergia. No entanto, esses alimentos só devem ser retirados da dieta da mãe caso as cólicas estejam associadas com outros sintomas gastrintestinais que indiquem alergia alimentar, tais como a presença de rajas de sangue nas fezes do bebê. Ou por orientação do pediatra.

Como evitar cólicas através da amamentação?

De acordo com o Hospital Pró-Infância, existem algumas recomendações para aliviar as cólicas dos bebês para aqueles que estão sendo amamentados. Mas essa relação com a dieta materna varia muito de bebê para bebê.

A sugestão é evitar comer alimentos que produzam gases, tais como:

  • Repolho;
  • Brócolis;
  • Feijão;
  • Vagem;
  • Ervilha;
  • Lentilha;
  • Refrigerantes;
  • Chocolate;
  • Café e bebidas com cafeína.

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Se você está com dúvidas ou preocupada quanto aos sintomas do seu bebê, procure um especialista no trato digestivo, um gastroenterologista pediátrico. Se sua família mora na região de Campinas (SP), é possível fazer o acompanhamento do seu bebê com uma pediatra especializada em gastroenterologia pediátrica.

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